quinta-feira, 22 de março de 2012

DERBI - EU NÃO IRIA

Amigos.

Acompanho detidamente todo o movimento em Campinas para a realização do derbi de sábado em Moisés Lucarelli.

Um garoto morto há dias atrás em confronto de torcidas organizadas.

A policia apreendendo materiais bélicos junto a bugrinos e pontepretanos e ao mesmo tempo caçando os assassinos do menino de 28 anos, morto a pauladas.

Autoridades locais reunidas e buscando soluções.

Sem exagerar, o clima é muito tenso para este Ponte x Guarani.

Serão 500 policiais envolvidos no evento, o que não garante segurança total, pois quando alguém quer delinquir, nada segura.

Aliás, entendo que o problema não é a falta de policiamento, mas de EDUCAÇÃO, CULTURA, RESPONSABILIDADE SOCIAL.

A policia, de acordo com suas limitações, faz o que pode e até mais.

Sinceramente, diante de tudo o que vem ocorrendo, só resta uma triste conclusão: PRESERVAR A VIDA e NÃO COMPARECER AO ESTÁDIO.

Eu jamais levaria um filho ou um neto pra ver um jogo desses, diante do clima de tensão que o envolve.

A vida é mais importante que ir a um estádio e correr o risco de perdê-la.

Parece uma atitude comoda e extrema, mas é a realidade. É prudência. Ato inteligente.

Diante da falta de educação e cultura, das limitações a que a Policia é submetida em sua estrutura, da morosidade da Justiça, e tudo mais, o jeito é NOS DEFENDER.

Você, pontepretano, ou bugrino, pense muito antes de decidir comparecer ao Derbi de sábado.

A vida segue sem o derbi e você terá de trabalhar, educar, cuidar da familia e da saúde. Na verdade, é isso que vale. Futebol é só um detalhe em nossas vidas.

6 comentários:

  1. Sem dúvida, Grande Jota.

    O que não consigo entender é a falta de amor ao próximo que habita alguns corações de pedra nesse mundo. Não consigo me conformar, também, como pode haver pessoas que sentem prazer em humilhar, bater, espancar e até matar um torcedor rival. Meu Deus, estamos em pleno século 21 e não conseguimos sequer respeitar a religião, o sexo, a condição social, a raça do próximo?

    Em 1995, Jota, eu tinha 12 anos e estava na arquibancada do estádio do Pacaembu, praticamente junto à torcida Independente, do São Paulo, acompanhado de meu avô e meu irmão, no jogo entre São Paulo e Palmeiras válido pela Supercopa São Paulo de Juniores. No momento em que a confusão aconteceu, após o gol do Palmeiras, presenciei uma das cenas mais chocantes. Vi um torcedor do Palmeiras acertar uma placa de madeira na cabeça de um torcedor que sequer estava com uma camisa de time de futebol. Ou seja, não dava nem para saber4 para que time ele torcia. Em seguida, vi também um torcedor do São Paulo arremessar uma pedra enorme, parecendo um tijolo, sobre um alviverde que corria para não ser pego. A pedra explodiu nas costas do palmeirense e, por sorte, muita sorte, não abriu o crânio do cidadão.

    Enfim, isso talvez seja o reflexo de uma política bastante deficiente deste país. A deficiência sistêmica educacional, e que por sinal não é e nunca foi prioridade neste Brasil "lindo e trigueiro", pode ser o fator responsável pela criação de tantos montros!

    Um abraço, meu amigo.

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  2. "A vida segue sem o derbi e você terá de trabalhar, educar, cuidar da familia e da saúde. Na verdade, é isso que vale. Futebol é só um detalhe em nossas vidas."

    Você resumiu tudo nestas palavras!

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  3. Jota,

    Entendo o seu "medo" em relação às atitudes de uma parte das torcidas organizadas.

    Mas se as pessoas se trancarem em casa e não comparecerem aos estádios, será a vitória desta meia-dúzia de baderneiros.

    Para este jogo em si, devido aos ânimos exaltados, o MP deveria proibir a entrada no estádio de faixas e camisas de torcidas organizadas, minimizando assim a facilidade deles se reconhecerem.

    E lá na frente, cumprir-se as leis.

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  4. Federação Paulista acaba de proibir a entrada das organizadas no derbi deste sábado em Moisés Lucarelli.

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  5. 500 policiais para o maior clássico do futebol do interior do Brasil?
    Tá de brincadeira!!!!

    Lucas Santos

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