quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GAFE DO LOCUTOR

Coisa que todo narrador tem aversão é a errar o jogador que fez o gol.
Desafinar na hora do grito de gol.
Trocar quem está de posse da bola.

E por aí vai....

Hoje pelo twitter um telespectador fez questão de relembrar uma das minhas maiores falhas aos microfones.
Foi terrivel e por mais que se explique, ficará evidenciado o vacilo. Imperdoável, mas compreensível, pois todos nós estamos sujeitos a erros.

Nas transmissões do Sportv da Copa de 2010, ficamos no Rio de Janeiro para várias transmissões, eu, Lucas Pereira, Roby Porto, André Lofredo, Carlos Eduardo Lino, Bob Faria.

Lino e eu, escalados para Eslovênia e Argélia.

Ainda preocupado com o esquema de transmissão, ouvindo o coordenador pela linha interna, o jogo começa e logo tem um ataque. Bola para a área.

Temos nesses jogos internacionais um tempo pra nós, que é exatamente para irmos nos familiarizando com os jogadores, esquema tático e tudo mais.

E nessa da partida começar e logo um time ( nem me lembro qual ) partir para cima do adversário, a bola é erguida na área e o goleiro pega.

Subindo com a emoção da bola chegando na pequena área, conclui com a defesa do goleiro e nominei erroneamente o jogador.

Exemplo: era o goleiro da Eslovênia, e eu disse que o goleiro argelino havia feito a intervenção.

Prontamente o amigo Lino me sinalizou que era o contrário, e corrigi.

Isso tudo com menos de 1 minutos de jogo.

Hoje um telespectador me cutucou com esse erro gritante, exatamente no dia de meu aniversário, quando na verdade a maioria me cumprimentava pela data.

Claro que ele foi sarcástico, instigador, provocador.
Ao invés de me dar o PARABÉNS, preferiu lembrar a gafe na transmissão.
Certamente é alguém que não se simpatiza com este profissional, mas é um direito dele, e eu devo respeitar.

Mas conto essa passagem para que todos sintam que os comunicadores erram, e muito.
E quando erramos, sobram criticas, e até de colegas de jornais e sites.

Não tem essa de que jornalista esportivo nao pode errar.
É claro que pode.

Sou muito aberto a criticas. Entendo e tento explicar o por quê das falhas.
É evidente que logo a gente percebe quando a critica é tendenciosa, maldosa, provocativa.
Pessoas educadas nos corrigem sempre. Normalissimo.
As de pouca educação a gente procura ignorar. Mas o teor das observações é sempre criteriosamente analisado. É válido.

Errei, erro e continuarei a errar.
Mas desde que sejam falhas esporádicas, evidentemente.

4 comentários:

  1. Caro Jota, Deus me deu a grande sorte de te conhecer pessoalmente, Voce é um pessoa sensacional! De fala fácil, amistoso e muit acessivel. Tenho vivido a experiencia de narrrar alguns jogos através do Canal Net Cidade. Só Deus sabe o quento essa missão é árdua e dificl.
    Quando voces entram no ar pra transmissão, parece tudo muito tranqulo, mas o telespectador não tem idéia do estratégia mental necessária para fazer isto acontecer. Somos humanos e Seremos eternamente imperfeitos. Vamos continuar errando. Somos assim. Mas meu caro Jota, fica na paz. A grande maioria está com voce e te respeita muito. Sua contrubuição jornalistica é incalculável. Deus está contigo e continua iluminando-o.
    Forte abraço!

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  2. Se hoje é dia de seu aniversário, parabéns! Muitos anos de vida e de profissão, vc merece.

    Vc diz que falhou numa transmissão, mas, pelo que li uma falha muito pequena, quase imperceptível.

    Como vc analisa a falha de nosso colega NM, bom locutor, belíssima voz, de Belo Horizonte, que chegou a trabalhar na equipe de Valdir Amaral, na Rádio Globo do Rio, falha essa ocorrida na década de 60?

    Houve um torneio internacional no Rio de Janeiro. Jogaram duas seleções da cortina de ferro Rússia x Tchecoslováquia e as rádios de BH foram transmitir. Naquele tempo a TV era limitada e não transmitia o jogo.

    A Rússia que, habitualmente, jogava de vermelho, naquele dia entrou de branco.

    Nem NM e o seu comentarista improvisado, laçado na última hora entre colegas de emissoras cariocas (ele estava sem repórter) deram conta do fato.

    Um operador, atrás, estranhou que NM narrava diferente do colega de outra emissora ao lado (Vc se lembra como era o Maracanã e uma rádio ficava ao lado da outra, todo mundo em pé.

    Assim que terminou o primeiro tempo com zero a zero no placar, NM chamou o plantão em BH.

    Nesse momento o operador explicou a NM que ele havia narrado trocando os times e os nomes dos jogadores mas que ele tinha dado sorte porque o jogo havia terminado o primeiro tempo em em zero a zero e ninguém iria notar.

    O plantão da rádopo em BH voltou a transmissão ao Maracanã e NM saiu-se com esta, ainda que sabendo que não havia transmissão de TV e que o jogo havia terminado o primeiro tempo em zero a zero:

    "Quero pedir desculpas aos meus ouvintes porque eu narrei o jogo invertendo os times por causa da cor da camisa e com os jogadores trocados.

    A Rússia jogou de branco. não de vermelho e a Tchecoslováquia de vermelho, não de branco.

    Assim quando eu disse que o goleiro tcheco tinha feito um milagre, aquele milagre foi de Yachin, o goleiro russo.

    Quando eu disse que aquela bola bateu na trave da Tchecoslováquia, ela bateu mesmo foi na trave da Rússia.

    Tudo o que eu falei que aconteceu para a Rússia o ouvinte deve entender que foi para a Tchecoslováquia e vice-versa.

    Foi sinceridade demais, Jota? Ou foi burrice mesmo?

    As opiniões estão divididas! Até hoje!

    Alcides Drummond

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  3. Rogério, querido, obrigado pelas palavras.
    Bondade sua.
    Sucesso pra vc, saúde principalmente.
    Paz.

    abraço do jota

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  4. Alcides, amigo.

    Você sabe de outras histórias, como também sei, de colegas que cometeram esse deslize.
    Uma vez no Maracanã, um amigo trocou as seleções carioca/paulista, em jogo festivo de final de ano.
    Ainda que certos ouvintes e telespectadores, poucos por sinal, entendam que isso é inadmissível, a gente sabe que é possível acontecer.
    É que nós, comunicadores, somos erroneamente rotulados de INFALIVEIS, o que não é verdadeiro.
    Mas, enfim.....

    abraço e obrigado pelo depoimento e pelo registro do fato.

    jota.

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