sexta-feira, 7 de outubro de 2011

NBA DE CALÇAS NA MÃO

Tanto passou dos limites, tanto esbanjou, que hoje a gloriosa NBA está prestes a cancelar a temporada. Algo inimaginável.

As extravagâncias e a arrogância dos homens da Liga, e seus clubes-franquias, um dia teriam de desaguar no caos financeiro atual.
O dinheiro pune, plagiando um conhecido treinador brasileiro, já falecido, Telê Santana, quando dizia que "a bola pune".
Hoje Muricy, discípulo de Telê, continua utilizando a expressão, e com propriedade.

Nas proximidades dos anos 90, quando algumas feras já paravam de jogar - e Michael Jordan é um desses casos - os homens da NBA detonaram as finanças do basquete americano.
Gastaram sem dó, e com jogadores de técnica limitada.

Qualquer jogador "mediano" assinava contrato para ganhar dezenas de milhões de dólares/ano.

A crise do basquete americano vinha se arrastando há alguns anos, mas agora com a situação dos Estados Unidos - gravíssima - a gota d'agua apareceu inapelavelmente.

Os dirigentes propõem participação dos atletas no bolo em torno de 50% da arrecadação, enquanto os jogadores querem 54%.

E com tudo isso, e ainda que se chegue a um acordo, a NBA terá prejuízo.

Em resumo, é aquele velha continha: JAMAIS GASTAR MAIS DO QUE SE ARRECADA.

Segunda-feira é o dia D.
Ou acontece um acordo, ou não teremos basquete da NBA na temporada.

2 comentários:

  1. Jota, quem sabe os times do NBB não dão uma canja para os desempregados da NBA e realizam um Draft ou melhor no português tupiniquim uma Peneira.
    Abraços, Décio!!

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  2. Jota
    Eu sabia que a expressão "a bola pune" era de Telê, mas nunca revelei porque meu blog aborda temas do Palmeias e da mídia.

    Foi muito bom que vc restabelecesse a verdade dos fatos.

    Quando vc disse que o discipulo Muricy utiliza a expressão com propriedade, eu acrescento;

    Com propriedade, sim, embora não seja o proprietário.
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    A bolha da NBA demorou a estourar.

    O futebol brasileiro triha pelo mesmo caminho.

    A diferença é que lá os empresários visionários têm de arcar com as contas e se não o fizerem os clubes fecham e os torneios não se realizam.

    No Brasil, é diferente.

    Os nossos governantes se encarregam de criar taxas, impostos e até jogos de loteria para ajudar clubes administrados com inconsequencia e irresponsabilidade.(AD)

    Um abraço e ótimas transmissões neste final de semana.

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