domingo, 14 de agosto de 2011

WALTER ABRAÃO, UM MESTRE

Perdemos há poucos dias Walter Abraão, um dos mais importantes jornalistas da história do rádio e da televisão nacionais.

Já adoentado há alguns anos, não conseguiu debelar uma terrivel doença e deixou o plano físico aos 80 anos de idade.

Deixou também belos registros de contribuição para a comunicação esportiva, à par de seu trabalho de narração, brilhante à partir da década de 60.

Nos tempos da TV Tupi, Walter teve idéias sensacionais e desbravadoras nas transmissões, como o replay, o vetê que tinha um aviso de quando ia sair um gol e a linguagem compatível com o veículo.

Comandava programas esportivos de debates com categoria, simpatia, além de liderar equipes com sobriedade e firmeza.

Pessoalmente, sempre foi um conciliador de fino trato.
Incentivou jovens profissionais, no rádio e na tevê.

Fazendo alguns pequenos trabalhos na televisão, mas narrando principalmente no rádio, me lembro de uma passagem com o querido Walter.
Estávamos em Campo Grande, MS, quando conversávamos atrás das cabines do estádio.

Walter me pegou pelo braço e disse que "meu negócio" era a tevê, que eu tinha jeito para o veículo. Tinha acompanhado alguns trabalhos meus, paralelamente ao rádio, e sentia que meu estilo poderia se casar perfeitamente com a televisão.

Aquela sentença do mestre narrador foi como um presente especial, pois era uma avaliação de alguém super competente.

Poucos anos depois fui guindado à televisão.

Minhas homenagens a Walter Abraão, pelo profissional que foi, mas principalmente pelo ser humano.

Na história da televisão brasileira, e na área do esporte, o nome de Walter está gravado com letras de ouro.





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