terça-feira, 23 de agosto de 2011

FELIPÃO, OS ÁRBITROS E O RESPEITO

Felipão suspenso e não fica no banco domingo diante do Corinthians.

O treinador dá declarações contundentes e diz que está sendo perseguido pelas arbitragens, ameaçando não mais ficar no banco daqui para a frente.

Independentemente de ser Felipão, neste momento, o treinador suspenso pelo tribunal, quero abordar a questão da relação entre os árbitros e os técnicos dos clubes.

O futebol é quente, apaixonante, envolvente, proporciona ações impensadas durante um partida, e tudo isso é compreensível.

Porém, se pegarmos os princípios básicos da boa educação e do respeito, inseridos numa competição esportiva, verificaremos que infelizmente os mesmos não são exercitados no futebol. Ou, pelo menos, pela imensa maioria dos profissionais.

Há desentendimentos desmedidos entre os próprios treinadores, entre os técnicos e alguns jornalistas, e vice-versa, e principalmente na relação "árbitros/treinadores".

A constatação prática é o que vemos em todas as rodadas, ou seja, alguns técnicos desrespeitam e invadem a área de atuação dos juizes.
Protestam espetacularmente, vociferam, jogam a torcida contra o árbitro, colocam em dúvida a postura moral de quem apita, e etc etc etc....

É evidente que os árbitros erram, afinal são humanos, falíveis, passíveis de equivocos.
Mas daí a atirarmos dardos de desconfiança sobre eles, alegando "esquemas", má-fé, "desonestidade", é muito forte. Até leviano.

E vários treinadores entram por esse campo perigoso da calúnia, difamação, arvorando-se de pretensa autoridade, com um misto de arrogância, soberba e de demagogia junto às torcidas de seus clubes.

As reclamações podem e devem ser registradas, mas no limite do equilibrio e do respeito. Não é o que acontece com conhecidos treinadores do nosso futebol.

Portanto, à partir dos exageros é que o tribunal entra em ação e faz o seu papel.

Não sou puritano, ingenuo, a ponto de achar que tudo é um mar de rosas no mundo das arbitragens, mas acredito que as impurezas sejam isoladas, pontuais.

Defendo a tese do respeito, acima de qualquer ocorrência extracampo.
E dentro dessa minha visão, condeno todo e qualquer treinador que atirar pedras oportunisticamente às arbitragens, só para justificar as derrotas.

E a maior prova do oportunismo de alguns manjados treinadores, é que quando vencem nem tocam na atuação dos juizes, e que certamente também erraram, pois são falíveis.








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