quarta-feira, 27 de julho de 2011

PALPITES NA VIDA ALHEIA

Aprendi, com o tempo e com a vida, que o respeito ao semelhante é essencial.

Mesmo em uma profissão - a que exerço - onde fazer as criticas estão totalmente no contexto, aprendi que somente o profissional deve ser atingido. Jamais o ser humano investido de atleta, treinador ou dirigente.

Vez em quando ouço, leio e vejo afrontas à pessoas, e não xclusivamente à profissionais.
Não é correto. Não é honesto. Não é justo.

Na verdade, temos uma tendência perniciosa de "falar dos outros" sem qualquer pudor e com uma pretensa autoridade, que beira à crueldade e irresponsabilidade.

Universalizo o tema, mas quero tocar em um assunto delicado do momento que é a prisão do ex-jogador Zé Elias, por um problema de pensão alimentícia não paga.

Já ouvi tantas "conclusões" de quem não tem nada com isso, tantas condenações, ilações e acusações levianas, que me dão arrepio.

Que prazer é esse de se meter na vida alheia e ainda se julgar no direito de palpitar profundamente?
Há quem diga que tal comportamento é doentio. No que concordo.

Leio nos sites os famigerados "comentários" abaixo da noticia e fico pasmo.
As pessoas não medem as palavras, criticando, metralhando os envolvidos, arvorando-se de autoridade moral que julgam ter.

Que o ex-jogador Zé Elias é uma pessoa pública, concordo.
Mas nada dá o direito de alguém, de fora, palpitar sobre os problemas dele e da ex-esposa, filhos e etc.
Trata-se de uma intromissão criminosa.

Por ser alguém conhecido, é claro que a noticia chamou a atenção e não tem como ficarmos à margem do fato, mas metermos o nosso dedo na questão é atrevimento, de tremendo mau gosto.

Por sinal, muitas intrigas que vivemos no cotidiano poderiam ser evitadas caso as pessoas se resguardassem de palpitar na vida alheia.
Se cada um de nós cuidasse do próprio nariz, o mundo estaria bem melhor.

Devemos, isto sim, nos intrometer na vida alheia quando for para auxiliar, contribuir, dar ajuda. Somente isso.

Sem citar que há ainda pessoas que vibram com as tragédias dos outros, chegando a ter prazer em degustar as agruras do vizinho. E ainda batendo no peito e afirmando que "comigo" isto nao aconteceria.
Uma barbaridade.

Enfim, jamais aceitei na minha profissão que se toque no aspecto pessoal dos profissionais que trabalham no esporte.
Vida intima é privada.
Jornalista não tem o direito de penetrá-la, invadi-la.

Por isso, deixemos Zé Elias e familia resolverem suas pendencias.
Muito ajudaremos se não dermos palpites.

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