quinta-feira, 5 de maio de 2011

FATIDICO '' 4 DE MAIO ''

A trágica noite de ontem do futebol brasileiro reforça a tese de que discutir e prognosticar futebol são desafios eternos para todos nós.

Quando analisamos, instintivamente nos baseamos no retrospecto e também no presente dos litigantes. E tem de ser assim, mesmo. Bola de cristal, ninguém tem.
Dificilmente invocamos a possibilidade de algo diferente acontecer.

As eliminações de Fluminense, Internacional e Cruzeiro, contrariaram praticamente a todas as apostas e conjecturas.
A eliminação do Grêmio, pela derrota no primeiro jogo, era mais ou menos previsivel.

É dificil alguém bater no peito e afirmar categoricamente que "entende de futebol".
Podemos estar "por dentro" do que acontece no futebol, mas entender a ponto de prognosticar e acertar resultados, é pura ilusão.

E coloco nesse bolo TODOS os mortais, sejam eles torcedores, jornalistas, dirigentes, jogadores e tudo mais.

Sabe aquele lance do IMPONDERÁVEL FUTEBOL CLUBE?
Ou da ZEBRINHA ESPORTE CLUBE?
Eles às vezes entram em campo, sim senhor. E quebram solenemente as expectativas.

Digo que futebol é um conjunto de coisas: técnica, talento, preparo físico, tática, organização, boa estrutura, profissionais competentes, tudo isso.
MAS É UM JOGO!

E como em todo JOGO, há o imponderável, o revés, as invertidas.
Incluo aqui, contrariando muita gente, o aspecto SORTE.
A sorte também joga e aqui precisariamos de muito espaço para dissertar sobre ela no esporte e suas interferências.

De qualquer forma, o "4 de maio de 2011" fica na história do futebol brasileiro como algo inacreditável de ocorrer. Mas que aconteceu. Algo notável, sob o aspecto negativo, obviamente.

Fica como advertência. Um alerta. Uma grande lição de como encarar esse fantástico esporte chamado futebol como algo que foge à precisão e à lógica.

Por tudo isso que não gosto de dar palpites sobre os resultados de jogos e quando me abstenho recebo às vezes a pecha de "mureteiro".
Abster-se de palpitar no futebol é respeitar esse esporte maravilhoso e suas nuances.
Não arriscar palpites é ser prudente, no meu ponto de vista.

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