domingo, 9 de janeiro de 2011

RONALDINHO. TRAIÇÃO OU NEGÓCIO ?

A pretensa volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro suscitou e continua suscitando o maior auê dos últimos tempos.

Não poderia ser diferente, pela fama do jogador e pelo marketing que envolve o futebol.

Teimosamente, ainda temos em nossas cabeças que o futebol é romantico, que os profissionais amam seus clubes de origem, assim como as suas cidades de nascimento.
Puro engano.

A única coisa que se mantém viva e fiel aos sentimentos, na verdade, é a paixão do torcedor pela sua agremiação.

O mundo do futebol foi tão inundado de grana e marketing, que é praticamente impossivel a um atleta pensar exclusivamente naquela primeira camisa que vestiu ou na sua terra natal, diante das cifras que lhe são apresentadas.

Não seria diferente com Ronaldinho.

Iludiu-se o Grêmio. Iludiram-se os seus torcedores. Enganou-se boa parte da mídia.

Às vezes consigo alertar alguns torcedores sobre o perigo de se envolverem tão apaixonadamente pelos seus clubes, e principalmente por algumas estrelas do futebol.

O império do capitalismo no futebol é dominante, frio, calculista, que acaba envolvendo todos os profissionais da modalidade.
A camisa do clube, para os atletas, passou a ser um mero instrumento da execução de seu contrato.
A conta bancária passa a predominar sobre os sentimentos e as origens dos jogadores.

Não julgo e nem digo que eles estão errados.
Mas apenas faço o relato da realidade.
E alerto para o perigo de nos envolvermos profundamente com os times de coração, pois o nosso sofrimento talvez não mereça a frieza dos profissionais da atualidade, apenas envolvidos com cifras e ganhos monetários.

Sob o ponto de vista profissional, nada a criticar Assis e Ronaldinho Gaúcho.
Cada um busca seus interesses maiores.
Mas ficou claro no descarte do jogador ao Grêmio que vivemos novos tempos.
Tempos em que prevalece o lado financeiro e não o coração ou os sentimentos.

Outra verdade é que o mundo dos negócios - e negociações - é direto, áspero, frio, impessoal.
Imaginar-se que há delicadeza sentimental em negociações é acreditar na existência do Bom Velhinho.

É assim no futebol e em qualquer ramo de atividade.

E sem tocarmos na mundo da política, onde o que mais se faz é negociar.
E nem sempre com respeito à ética e à moral.

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