quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ATÉ CENSURA PRÉVIA TEM

A censura prévia que se quis impor na coletiva de Ronaldinho Gaúcho, e que foi rechaçada, mas que na verdade ainda vigora, só realça a pobreza de espirito de algumas pessoas e o triste momento que estamos vivendo.

Num país democrático e onde a imprensa hoje tem liberdade para atuar, não é concebível que um jogador de futebol imponha regras à midia numa coletiva.
* leia-se aqui, o irmão do jogador, que o representa comercialmente.

Ronaldinho, o próprio, entendo que não vetaria qualquer tipo de pergunta na sua entrevista.

As entidades de classe - vinculadas ao jornalismo - precisariam tomar uma atitude drástica nessas horas.
É jogar duro, protestar, boicotar a entrevista, demonstrar força e pedir o exercicio da democracia e da liberdade de imprensa.

Invoca-se por aqui, e sempre, que a pauta tem de ser cumprida e que a matéria precisa ser feita de qualquer maneira, com censura ou sem censura.
Está errado.
Precisamos demonstrar personalidade e protestar diante de qualquer truculência e de cerceamento de expressão.

Que o jogador ou seu irmão se negue a responder às perguntas, no ao vivo, tudo bem.
É direito deles.
Censura prévia, não.
Jamais.

Porém, sabemos que a coletiva vai acontecer e que todos se sujeitarão às normas pre-estabelecidas.
Mas que é triste para a classe, isto é.

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