segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TRISTE JORNADA EM AVELLANEDA

No último dia 8 estivemos na Argentina transmitindo - ou tentando transmitir - a final da Copa Sulamericana entre Independiente e Goiás.

Conto esse fato para que todos entendam como funciona uma transmissão de televisão fora do País.

Sempre se depende da empresa geradora do local onde acontece o evento.

Leva-se aqui do Brasil um pessoal de apoio, mas a geração das imagens e a produção do áudio são de responsabilidade da empresa contratada lá fora.

O que passamos em Avellaneda no último dia 8 é digno de registro ( registro negativo, obviamente ).

Condições básicas de áudio não nos foram oferecidas desde os primeiros momentos da jornada.
Além da incompetência dos argentinos, tivemos também o desdém e a arrogância de los hermanos para com o nosso time de trabalho.
Algo terrível e que jamais constatei em transmissões fora do País.

O grau de tensão e de descontrole foi tamanho, que todos nós nos desconcentramos por completo.

Uma transmissão se resume em tranquilidade, concentração, boas condições técnicas de áudio e vídeo, para que o melhor seja oferecido, dentro das limitações naturais de cada um, obviamente.

Fizemos um "voo cego", na linguagem das transmissões.

Não tínhamos fones de ouvidos, eram pequenas auriculares que não se fixavam em nossos ouvidos. Ruidos intermitentes, chiados, estáticas, tudo de anormal.

Resultado?
O amigo Eduardo Moreno teve que assumir a transmissão em várias oportunidades, com a competência de sempre, é claro, direto da Globosat/Rio.

E quando éramos chamados a intervir, estávamos completamente fora de ritmo, desligados da continuidade.

Nossos repórteres praticamente não participaram, por questões técnicas.
O querido Lino trocou o nome do Independiente por Estudiantes algumas vezes.
Eu cantei o terceiro gol do time argentino como se fosse o 2 a 2. E na verdade, era 3 a 1 para o Independiente.
Só para exemplificar nossa desconcentração.

E o trabalho de vestiários após a partida foi comprometido, embora Ivan Andrade e André Hernan fizéssem o impossivel para registrar as falas dos envolvidos no jogo.

Isso está sendo contado não para justificar as nossas falhas, mas para que todos saibam como é fazer uma jornada fora do Brasil.
Lá fora eles não chegam aos pés dos profissionais das operadoras e geradoras brasileiras, no campo técnico.

Fechamos 2010 em transmissões ( eu, Lino, Ivan e André ) da pior maneira possivel.
Pedido de desculpas aos queridos assinantes do Sportv é muito pouco.

Deixamos o estádio cabisbaixos e revoltados com a falta de profissionalismo dos técnicos argentinos.

Triste jornada para nós.

Além da derrota do Goiás, é claro, representante brasileiro nas finais.

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