quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OS NOVOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Um dezembro agitado.

A zebraça da derrota do Internacional para o Mazembe do Congo.

O reconhecimento dos titulos nacionais entre 1959 e 1970 nos torneios que envolviam os principais clubes do País, ou quase todos.

As discussões sobre se é justo esse reconhecimento oficial por parte da CBF.

As rivalidades exarcebadas com o "novo" ranking de conquistas.

O grande e histórico tropeço do Inter no Mundial faz parte das aprontadas do futebol.
Vez ou outra um grande favorito é desbancado de seu pedestal técnico e de favoritismo.
Já tivemos tantas surpresas nesse esporte da bola.
Foi mais uma, apenas.

A CBF reconhecendo os titulos entre o periodo de 59 a 70 nas taças e torneios que aconteceram nesse espaço de tempo, é apenas um pedido atendido de muita gente que cuida da história do futebol.
Muitos clubes também queriam agregar os titulos ganhos naquela época, casos de Bahia, Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo.

Na prática nada muda.
Serve para as discussões entre os torcedores.
Serve para aqueles programas de rádio e televisão onde é preciso discutir assuntos polemicos e preencher o espaço da grade.

Não dá para encher uma avenida com festa, passeata ou carreata.

Titulos são comemorados na hora quente da conquista, no calor do resultado.
As lágrimas de emoção têm de brotar no ato do evento.
Assim que é gostoso.
É assim que vira.

As estatísticas existem, são importantes, registram os números da história do futebol, apontam este ou aquele dado relevante, mas comemorar décadas depois é algo muito frio, inócuo.

Que me perdoem os mais apaixonados e que festejam - ou não - o novo ranking do futebol, mas é a minha posição.

Gosto de futebol, vivo nessa área há mais de 40 anos, mas sou frio em determinadas coisas que ocorrem nele.
Este fato atual do reconhecimento dos ganhadores entre 1959 e 1970 não me abalou.

E particularmente teria razões para comemorar o lance da CBF, pois entre Palmeiras e Santos está o time que mexia com as minha emoções até uns 20 anos atrás.
Hoje vejo o futebol diferentemente, sem paixão clubistica, porém com outro tipo de sensibilidade.

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