segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O PERDÃO.

Luiz Felipe Scolari continua sem pedir perdão pelas grosserias cometidas nas últimas coletivas.

Alguns poderão dizer que pedir perdão é hipocrisia, algo formal. Mas um pedido de perdão, além de ser um ótimo exemplo, alivia as tensões e faz as pessoas refletirem melhor.

Por sinal, divagando um pouco, aí está uma das coisas mais dificeis da vida: pedir perdão.
Mexe com a nossa tola vaidade, com o nosso orgulho próprio e por aí vai.

Outra coisa que é também muito dificil: perdoar.
Resistimos até o último instante para perdoar alguém, como se o ato fosse depreciativo ou coisa que o valha.
Quando na verdade, perdoar é um ato de grandeza interior.
É um "up" em nossso crescimento espiritual.

Mas voltando ao caso Felipão, ele pisa na bola em se recusar a dar entrevistas e em manter um novo contato com os jornalistas.
Nós, profissionais, ficamos de biquinho, achando que "merecemos" um pedido de desculpas.

No fundo dá para concluir o seguinte.
Cada qual com a sua consciência, ora bolas.
Se esse senhor de 60 anos de idade, vivido, bem sucedido na vida material, chefe de familia, não se rende em pedir desculpas aos profissionais, o que mais se pode fazer?

Que Felipão continue nas suas convicções pessoais, e que a mídia siga trabalhando da mesma maneira, ou seja, reportando, criticando, informando, opinando, com o respeito que o semelhante sempre merece.

8 comentários:

  1. Amigo Jota,

    Há quem diga que o presidente da ACEESP andou conversando com Felipão a respeito. sinceramente não sei se é apwnas boatos. Talvez você possa nos confirmar. O fato é que não dá para entender o que mudou Felipão do "vinho para a água". Sim, foi proposital a inversão das bebidas para que se mostre o quanto Felipão caiu no conceito de seus admiradores. E eu era um deles.

    O que pode estar passando na cabeça desse cidadão? Será que ele anda descontente com algo em sua vida? Será que se arrepende de comandar o Palmeiras?

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  2. Fernando, o presidente Luiz Ademar, da ACEESP, conversou sim com esse treinador, mas parece que ele se recusou a pedir desculpas aos jornalistas.
    abraço.
    jota

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  3. Eu não conheço o novo presidente da ACEESP pessoalmente. Conheço apenas o Capriotti, que por sinal é um cara muito bacana. Mas aposto que o Luiz Ademar deve ter conversado legal com o Felipão, o que na verdade só prova que o bigodudo surtou de vez. Que pena! Está se tornando um técnico normal!

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  4. Temos um problema sério de cultura e falta de educação no país. Conheço pelo menos duas classes profissionais que usam o seu poder para benefício próprio e NUNCA são punidas. São elas árbitros de futebol ( que erroneamente nunca são punidos pelos seus erros ) e jornalistas esportivos ( que se acham os donos da verdade e podem provocar quem bem entendem ).Pois é Jota, o corporativismo que impera na sua profissão me enoja. Sabemos muito bem que há jornalistas arrogantes, prepotentes e até mesmo preconceituosos não é mesmo ?
    Sinceramente acho que Felipão não está certo em ofender mas quando uma pessoa como ele ou eu é provocada a tendência é explodir. Não tenho procuração para defendê-lo mas acho que ele é isento de culpa e não tem que se desculpar com ninguém.
    Abraços.

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  5. Orlando, João Pessoa/PB (ocaj2010@hotmail.com)2 de novembro de 2010 15:02

    Olá, Jota.
    Tudo bem?

    Algumas palavras são mágicas. Abrem portas, desencantam, desarmam, salvam momentos, recuperam sentimentos, humanizam.

    Por favor, desculpe-me, obrigado, com licença, bom dia, como vai?, etc. Palavras tão comuns, mas tão difíceis de serem ditas por alguns. Até parece que dói se forem faladas. É como se, usando-as, elas tornassem fracas e inferiores as pessoas.

    Muitas intrigas, confusões, brigas e até mortes poderiam e podem ser evitadas se em vez de um tapa, um soco ou um tiro simplesmente fosse dito "me desculpe".

    Essas palavras podem ser comuns, mas são muito poderosas. Mais poderosas do que o orgulho e até a vergonha de não usá-las. Elas podem tornar a nossa vida melhor.

    Felipão parece não saber disso, Jota. Se sabe, alguma coisa nele ignora.

    Um abraço

    Orlando

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  6. Esse mal estar do Felipão com a imprensa na realidade se refere ao cargo de técnico do Palmeiras, não à pessoa. Aconteceu com Luxemburgo, com Muricy, com o próprio Felipão em sua primeira passagem. É um conflito alimentado por setores da imprensa que criam uma rede de intrigas, fofocas e mentiras em torno do clube. Há responsabilidade no clube? Sim. Aí é que está uma importante questão. Provavelmente membros da atual oposição passam determinados tipos de informações para os abutres com a intenção de ver o circo pegar fogo. Falando em circo, palhaço foi um elogio. É o mesmo tipo de imprensa que participa diretamente de uma campanha eleitoral em favor de um determinado candidato chegando até a adulterar imagem de vídeo. Quem deve pedir desculpas a quem? Alguém pode argumentar que esse comportamento é em represália ao mau tratamento dado aos repórteres pelo clube. Quer dizer que quando bem tratados os repórteres varrem as notícias inconvenientes para debaixo dos tapetes, como ocorre do outro lado do muro?

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  7. Estas enganado Chiqueiro Verde ele tem que pedir desculpas sim pros seus jogadores desculpa por ter tirado a liberdade de expressão deles com esta recomendação absurda e pedir desculpa pela injustiça que ele comete com eles já que eles não tiveram nada a ver com a declaração do Kleber e
    de uma certa forma estão sendo punidos por causa da entrevista do Kleber onde eles não tiveram nada a ver e nesse caso não só pedir desculpa mas tambem acabar com esta recomendação errada que pelo visto não deve deixar de existir tão cedo pelas atitudes que o Felipão está tendo
    Carlos Manaus AM

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  8. Orlando, João Pessoa/PB4 de novembro de 2010 17:29

    Pessoas grosseiras e arrogantes existem em todos os lugares e em todas as atividades profissionais. Isso não é privilégio dessa ou daquela profissão. Creio que isso é uma questão particular, pessoal, embora, creio também, profissões que promovem fama e dinheiro potencializam, em algumas pessoas, esse lado, digamos, mal-educado delas.

    Somos todos capazes de cometer indelicadezas. E cometemos várias ao longo da vida. Isso é privilégio de quem é humano. Mas somos também capazes de saber que indelicadezas magoam os outros e que, por isso, quase sempre atraem outras indelicadezas.

    Como eu escrevi no meu post anterior, a mágica para neutralizar todo o ranço de rancor é simplesmente dizer "desculpe-me". Isso mais do que um privilégio é uma virtude humana. Vale a pena cultivá-la.

    Abraço a todos

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