segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O DRIBLE E OS MELINDRES

Hoje no futebol há excessos e há excesso de melindres.

Foi-se o tempo em que o futebol era mais ingênuo, amadoristicamente encarado, mais bem entendido como um esporte livre.

Em outros tempos havia jogadores habilidosos, dribladores, fintadores, que PODIAM desenvolver suas aptidões sem nenhum problema.

Hoje, os dribladores sofrem com perseguições e ameaças - dos adversários e até das arbitragens, em alguns casos. E com esporádicas críticas da mídia sobre driblar e "humilhar" o adversário.

Isso tudo, em tese, é claro.

Entendo que tudo é liberado, menos os excessos.

Erra quem se excede no malabarismo com a bola, erra quem se "ofende" com a habilidade do adversário.

É claro que esse meu artigo se refere a Neymar, e principalmente depois do que aconteceu ontem no Castelão.

É preciso entender que o drible é um recurso técnico, uma arte de quem o pratica. E que a tarefa do marcador é não se submeter à finta, desarmando licitamente, sem violência.

Ofender-se porque tomou um drible ou uma firula desse ou daquele jogador, é choro da incompetência.

Quem tem o dom do drible e da habilidade com a bola, não pode se julgar superior e nem provocar os marcadores com provocações de ordem financeira ou coisas semelhantes.

Em tudo na vida é necessário o equilibrio, a sensatez, a correção nas atitudes, e principalmente o respeito ao semelhante.

Que Neymar coloque a cabeça no lugar e que seus marcadores aprendam a desarma-lo.

Só isso.

2 comentários:

  1. é isso mesmo jota , tem horas que o neymar passar dos limites. é um bom jogador precisa um pouco de visao para respeitar os adversarios.um abraço. Ginaldo.

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