segunda-feira, 22 de março de 2010

UM AMIGO QUE SE VAI

Mais um amigo que deixa o Plano Físico.

Eu o conheci em 1973 quando fui trabalhar no rádio de Limeira.
Trabalhamos durante toda a temporada cobrindo o Independente local, que foi campeão da quarta divisão paulista na oportunidade.

Formávamos na equipe da Jornal de Limeira: eu narrando, Bigotto nos comentários, ele e Osvaldo Davóli nas reportagens. Lauro Goriel era o nosso comandante técnico.

Viajamos muito naquele ano.
Viagens longas, algumas sofridas, mas de muito aprendizado.

Em Fernandópolis quase morremos. E não é exagero.
Todos no estádio se voltaram contra nós, por ser uma rádio de Limeira, onde no primeiro turno o pau quebrou e fomos responsabilizados por isso.
Fomos encurralados na cabine e depois na pista de atletismo do estádio.
Saimos do estádio por volta de 8 da noite.
O jogo acabou às 18 horas.

A esposa desse amigo estava grávida e quase perdeu o bebê acompanhando a transmissão e as dificuldades que encontramos em Fernandópolis.
* esse bebê hoje é jornalista conceituado em Americana ( Cristian é o nome dele ).

Estou me referindo ao querido amigo FLÁVIO BARBOSA, que nos deixou fisicamente na madrugada deste último domingo, vitima de terrível enfermidade que o consumia há tempos.

Flávio era um grande comunicador. Fez história no rádio do interior paulista.
Recusou convites para trabalhar na capital.
Deu oportunidade a muitos garotos e garotas que acabavam de sair da faculdade de jornalismo.

Flávio era temperamental, pavio curto, não engolia palavras atravessadas.
Porém, seu coração era doce, solidário, ajudava a quem precisasse.

Teve muitos problemas na vida profissional por causa de seu temperamento explosivo, mas sempre agiu com seriedade no desempenho da atividade, retidão, lealdade aos colegas.

Brigava pela ética aos microfones e câmeras.

Honesto ao extremo.

Fica a minha homenagem a este querido amigo e colega.

Como sei que ninguém morre, apenas o corpo material é que falece, fica a certeza de que mestre Flávio já já estará comunicando em outras esferas.

Um talento como o dele não seria desperdiçado pelo Comando Inteligente. E não o será.

Boas outras jornadas, AMIGO !

2 comentários:

  1. Olá! Jota, eu fiquei sabendo do falecimento do Flávio Barbosa pelo jornal TodoDia.
    É mais uma perda irreparável para o rádio de Americana e região de Campinas.
    Se eu não me engano o Flávio Barbosa trabalhou na rádio Nova Sumaré.
    Deus o tenha em bom lugar.
    Um abraço

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  2. Olá Jotinha.
    Minha homenagem também a Flávio com quem trabalhei assim que cheguei a Americana, em 96, na rádio Azul Celeste.
    Sabia muito de rádio, era mais que um simples comunicador, talvez por este motivo era combatido por quem não entende do assunto, em especial, os empresários do meio.
    abs a família.
    Rogério Assis

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