segunda-feira, 29 de março de 2010

ARMANDO NOGUEIRA

Conheci pessoalmente Armando Nogueira em 1991 quando a equipe da TV Bandeirantes viajou para Miami na cobertura da Copa Pelé.

Tendo deixado a Globo no ano anterior, Armando foi convidado por Luciano do Valle para fazer parte do time da Band e sua estréia foi nesse evento nos Estados Unidos.

Narrei jogos da Copa Pelé tendo ao lado dois gigantes da comunicação: Armando Nogueira e Blota Júnior.

Conversei muito com Armando nessa viagem. Suguei da sua experiência descaradamente.
Chegamos até a fazer umas partidinhas de tênis.

Depois disso ainda convivi com o mestre das palavras em alguns outros acontecimentos.

Tive a honra e enorme responsabilidade de gravar algumas de suas crônicas para a TV Bandeirantes.

Fizemos juntos, além da Copa Pelé, o Mundial de 94 nos Estados Unidos, as Olimpíadas de 96 e a Copa da França em 98.

Me lembro quando o computador passou a inundar as redações, Armando dedilhando a velha Olivetti, máquina de escrever que ele só abandonou muito tempo depois.

No Sportv também tive a oportunidade de conviver com ele em várias oportunidades.

Armando, acreano de Xapurí, formou-se em Direito, mas escrever era o que lhe tocava a alma e o coração.
Dirigir, comandar, criar, eram também as suas aptidões.
Lançou o Jornal Nacional em 1966.

Minha singela homenagem ao mestre Armando !!!

3 comentários:

  1. Quando a bola parar no gramado,
    molhado, suado, o gramado entenderá, que está faltando, não o jogador, não o comentarista, mas está faltando "o artista".
    Quando eu ouvia a voz na rádio, ou mesmo na TV, corria para ver,
    quem era que falava tão bonito,
    que passava tanta beleza,
    onde os broncos só viam correria e motivos para pancadaria.
    Onde estará a crônica, leve, sutil,
    poética, sem o dono da versatilidade das palavras.
    Sim, eu chorei ouvindo Armando Nogueira,
    e choro agora,
    trancado em um quarto,
    logo agora, que o Santos brilha no horizonte,
    como já foi antes,
    logo agora,
    se foi embora,
    a maior estrela que já falou sobre o futebol.
    Quanta falta irá nos fazer,
    ao ler um jornal,
    ao ouvir comentários sobre uma partida,
    quanta falta nos fará,
    ouvir aquela palavra bonita,
    rebuscada, elegante,
    que mostrava que o futebol ainda tinha um amante.

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  2. Oi Jota,

    Sem dúvida, o Brasil perdeu um nome e tanto do jornalismo esportivo.

    O mestre das palavras nos brindou durante todas essas décadas com muitas histórias, textos fantásticos e, principalmente, com seu jeito leve, tranquilo, porém garrido de encarar a vida e a profissão.

    Esta é dele: “No esporte, como na vida, não existem vitórias nem derrotas definitivas".

    Armando Nogueira sempre será referência no jornalismo e na questão da ética na nossa profissão.

    Um grande abraço, Jota!

    Edu Oliveira

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  3. JOTA

    Olá!
    Percebo que, mesmo com sua forma cética e realista em encarar a "passagem de dimensão", vc se expressa diferente ao falar do "seo" Armando(é como eu o chamaria, se um dia tivesse tido o privilégio em conhecê-lo).
    Os trabalhos desenvolvidos em conjunto, certamente compõe parte dessa sua postura: ética, técnica e extremamente honesta, para consigo mesmo.

    Legal a forma do "Aprendiz" prestar sua homenagem... se poeta eu fosse, tentaria exprimir-me dessa forma... gostei.

    Também ouvi hoje uma passagem muito boa sobre ele: Na saída do Maracanã, os "mestres" Armando Nogueira e Nelson Rodrigues, são flagrados em uma conversa informal, quando Nelson(míope) pergunta ao inseparável amigo:"O que achamos do jogo hoje?" Isto é que é demonstrar confiança no outro... certamente, compartilharão de "muitos outros jogos, em outras situações que nossa inteligência não nos permite prever..."

    Forte abraço!

    PAULOFILÉ

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