terça-feira, 22 de dezembro de 2009

MENINO OSCAR - PEPINO OU PANETONE ?

Garoto Oscar processa o São Paulo na justiça trabalhista e ganha liminar para se desvincular do clube do Morumbi.

Menino nascido na minha cidade, Americana, a mesma de Macedo, campeão do mundo pelo Tricolor, se diz respaldado pela lei através do bom advogado, dr. André Ribeiro.

Tido como uma reserva de ouro do Tricolor, Oscar se rebela e assina uma ação que pode mudar completamente a sua vida, pessoal e profissional.

Se perder o processo estará com sua carreira comprometida.

Se vencer, abrirá caminho para tantos outros meninos na mesma situação, com aquela história de "segundo contrato" quando completam os 18 anos, outras cláusulas, prisão entre aspas, e tantos imbróglios juridicos.

A verdade é que o fato pintou como uma bomba neste final de temporada.

Foi um ato de extrema coragem do menino Oscar, evidentemente amparado pelo doutor jurídico André Ribeiro, seu advogado, e as letras da legislação.

De tudo isso, a declaração que mais me chamou a atenção foi a de dona Suely, a mamãe de Oscar.

Distante do que diz a legislação e certamente desconhecedora da dita cuja, a mãe do garoto afirma que ele foi pressionado a assinar o tal "segundo contrato" - o que aliás devem fazer todos os clubes - e em circunstâncias de desvantagem profissional para ele.

Promessas de reajustes não teriam sido cumpridas, tal e tal.
Era assinar ou assinar.

Já o clube se defende dizendo que está tudo em ordem, que o contrato foi assinado por um Oscar emancipado, e que o documento tem toda a validade jurídica.

Mas o juiz concedeu a liminar ao atleta.

Peças do processo à parte, o que sempre ouço de empresários, advogados, jogadores e dirigentes de clubes, é que com a Lei Pelé TODOS se articulam de atalhos para tirar vantagem.

TODOS, menos os atletas, que continuam sendo "usados", como aliás já acontecia antes da Lei Pelé.
Os atletas são chantageados pelas agremiações, poderosas em sua marca e em seus pretensos direitos.

Concluo que há vilões no futebol, com Lei Pelé ou sem a Lei Pelé.

Os empresários dizem que os dirigentes manipulam os meninos da base.
Os dirigentes acusam os empresários de agir deslealmente pelos bastidores.

Se todos agissem com lealdade, ética e responsabilidade, a Lei Pelé seria ótima, já me disseram.

E eu acredito nisso, pois não são as leis as culpadas, mas sim quem as infringe.

Sacanagens - perdão pelo termo - sempre existiram.
Muito antes da Lei Pelé.
O problema está no HOMEM.
Não nas leis.

A verdade é que o departamento jurídico do São Paulo tem um baita pepino nas mãos, neste Natal.
Ao invés de um belo panetone.

Um comentário:

  1. Como são paulino que sou, acredito que o Oscar demonstrou no minimo uma tremenda ingratidão pelo clube que acolheu a ele e a sua família.
    Se o que vale para o Oscar é apenas o dinheiro, saiba que ele viria com o tempo. Com trabalho e dedicação o jogador Oscar iria fatalmente para uma grande equipe da Europa.
    Mas a pessoa Oscar se mostrou completamente sem caráter e principalmente ingrata.
    Sorte da torcida são paulina que ele nunca chegou a ser titular absoluto com a 10, pq esse tipo de pessoa não tem a minima condição de ser idolo em um clube que tem Rogerio Ceni, teve Raí e tantos outros.

    ResponderExcluir