quinta-feira, 26 de novembro de 2009

RETA DE CHEGADA - AS PESSOAS SE PERDEM

Todo final de campeonato é a mesma coisa.

Mala branca, tribunal, troca de acusações, declarações odiosas e vingativas, dirigente falando o que não deveria, desconfiança das arbitragens, e outras leviandades.

Fala-se muito mais nessas coisas do que nas falhas técnicas dos clubes ao longo do campeonato.
Aqueles pontos bobamente perdidos, gols desperdiçados, falhas de zagueiros e goleiros, treinadores ruins, dirigentes despreparados e etc etc etc...

Mas a maioria prefere se referir às arbitragens, conspirações, jogando tudo nas costas dos outros.
É mais fácil.

Quando chegaremos às rodadas finais dos eventos com serenidade, respeito, espirito esportivo, elegancia no comportamento?

Quando os erros próprios serão reconhecidos pelos profissionais da bola?

Acho que jamais.

Essas últimas declarações de um diretor do Goiás - ou ex-dirigente, sei lá - depõem contra a legitimidade do esporte. Levantam dúvidas, acirram os animos, nada é provado, e nas arquibancadas o povão se digladia.

É o festival da irresponsabilidade. De chutes pra todo lado.

Vejam agora, também, o presidente do Palmeiras aprontando mais uma.
Junto de torcedores das organizadas, pegou o microfone e "atacou" um clube adversário com a leviandade preconceituosa das palavras.

O esporte, na sua essência, não é bem compreendido pelas pessoas.
O esporte não é para fazer inimigos.
Rivalidade não é sinonimo de guerra.

Futebol é lazer, entretenimento, diversão.
É competição, obviamente.
Mas também em qualquer competição cabe o respeito às leis, aos adversários, àqueles que trabalham na atividade.

Confesso ficar muito decepcionado nessas horas.
E todo ano é a mesma coisa.

Não descarto um clube defender seus direitos, evidentemente.
Todos devem buscar proteção ao sentir que poderá haver algum prejuízo.
Mas exagera-se DEMAIS.
Apela-se em demasia.

Age-se com leviandade. E aí é que a coisa pega.

Mas quem sou para tentar puxar as orelhas das pessoas.
Mas como sou alguém que trabalha na área, me sinto na obrigação de pelo menos expressar minha decepção com tudo o que vejo.

Não seria muito mais saudável se víssemos os espetáculos com olhos positivos, otimistas, acreditando nas pessoas e nas entidades?

Há ervas daninhas. É óbvio que sim.
Mas não acredito que sejam maioria.

Sei que esse meu comentário é "uma viagem", mas era preciso desabafar.

Com a idade a gente fica mais frio em coisas supérfluas. O futebol é supérfluo.
Eu, pelo menos, assim me sinto.
Hoje sou um "gelo" com o futebol.
Talvez por isso esse meu post.

Mas como o futebol é uma paixão......

Me rendo e me recolho às minhas indignações constantes.

5 comentários:

  1. Bom Dia Jota,

    Eu como ainda não sou da área de jornalismo esportivo e nem atuo como profissional do futebol , ainda não tenho a percepção dessa dimensão em que tu desabafa em seu comentário, o que ve e sente nesse mundo em que tu atua, tenho certeza que és real e muitas vezes até triste;

    Como;

    Caso do Corinthians com a MSA, até hoje sem muita explicação;

    Edilson Pereira de Carvalho, com corrupção nos jogos;

    A subida do Fluminense da Terceira para primeira divisão como convidado, ha alguns anos atrás;
    entre outras situações que eu aqui de fora não tenho o mínimo conhecimento do que acontece;

    Apenas tento dizer algo também, que FUTEBOL tem que ser lembrado que é um esporte também,

    Não podemos fazer do Futebol, as batalhas e lutas sangrentas que aconteciam nos coliseus de Roma e da Grécia;

    E apenas um detalhe da informação, falamos tanto da paz nos estádios, mas onde está a paz nos gramados e microfones?

    Abraços

    Domingos Arthur - Sp

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  2. Domingos, falta a PAZ em todos os segmentos.
    Vc colocou bem. Nos microfones, também.

    Aliás, de tudo o que coloquei no post, faltou enfatizar a nossa má conduta - a da mídia - que não consegue manter o equilibrio.

    Mas todo aquele que tenta fazer a PAZ através da mídia é tachado de "muito bonzinho", de "bobão", de "professor da moral" e outras rotulagens.

    Vc tem razão em suas colocações.
    abraço
    jota

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  3. Jota,

    Mas uma situação ainda é melhor,
    Prefiro mil vezes ver essa tachação de "muito bonzinho, de bobão, professor da moral" do que muitas vezes a de "Sujeito encrenqueiro, "provocador", entre outros titulos;

    ex atual: Grande presidente Beluzzo, em sua infelicidade de torcedor, declarar: " Vamos matar os bambi",
    ou seja,
    Falta de equilibrio total, e detalhe : articulação de violencia pelo Microfone;

    Mas Jota, apesar de alguns defeitos, ainda assim defendo muito a mídia;

    Tenho certeza que entrevistar Muricy, Dunga, e até mesmo alguns jogadores, após calor do jogo, principalmente se com derrota, ná deve ser fácil;

    Abraços

    Domingos Arthur

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  4. Desculpe-me Jota, mas quem pinçou a brincadeira do Belluzzo numa quadra de escola de samba em noite de festa especial da torcida do Palmeiras, há quase dois meses, foi a ESPN, canal useiro e vezeiro em sensacionalismo barato.
    Foi a tchurminha de lá que trouxe à tona uma declaração boba e insignificante, dedicando um espaço latifundiário para protestar contra o fato dele ter chamado o SP de bambi. Um zelo e uma preocupação que eles não tiveram quando o Palmeiras foi apelidado (até com o apoio e incentivo de muitos cronistas e órgãos da imprensa de porco). Dou nome aos bois para que se esclareça ao menos uma parte da questão.
    Aliás quem divulgou mala branca desnecessariamente e a declaração infeliz do cara do Goiás que trocou visivelmente as bolas? Quem tem divulgado ultimamente a maior parte das ondas no futebol? Na verdade é muito programa esportivo por dia para pouco assunto.
    Quanto à paz que você tanto prega lamento informar-lhe que ela é utópica, embora quem a deseje, mesmo nessas circunstâncias, não pode deixar de pregá-la, de proclamá-la. Eu também vou pregar sempre a paz embora saiba que jamais vamos alcançá-la. A paz não faz parte dos mundos de expiações e de provas como a Terra. Nem um ser especialíssimo que viveu há dois mil anos, dotado de poderes especiais conseguiu impor a paz ao mundo. Se ele não conseguiu não seremos nós, simples mortais que iremos conseguir embora seja nossa obrigação lutar por ela. Temos de viver com aquilo que o mundo nos proporciona, ciente de que a função de cronista esportivo impõe-nos a responsabilidade de também lutar pela paz. Devemos fazer a nossa parte e você está, com justa razão, fazendo a sua. Mas há milhares de colegas em todo o Brasil que fazem exatamente o contrário. De minha parte, nem tanto ao mar nem tanto à terra, procuro apenas ser justo. A paz no futebol é uma utopia.

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  5. É isso aí Jota, não podemos deixar de emitir opiniões e de pensar de uma maneira mais abrangente. É fácil responsabilizar arbitragens depois de rever os lances "n" vezes. Mas por que não cobrar mais futebol dos times, mas qualidade técnica de um campeonato que chega embolado pela deficiência da maioria deles? Não há craques neste Brasileirão, e quando se lembra de algum são veteranos, como: Petcovick, Ronaldo, Adriano. Não tem um time que ligamos a Tv ou vamos ao estádio para ver "aquele" jogador". É muito pouco.

    Julio Oliveira

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