quinta-feira, 5 de novembro de 2009

QUANTA INCONSEQUENCIA

Sabemos que as divergências fazem parte da vida, do cotidiano.

Mas sabemos também que nas divergências deve haver o respeito entre as pessoas.

Ninguém precisa discordar de alguém, agredindo ou provocando.

Vejam, por exemplo, as alfinetadas recentes entre Mano Menezes e Diego Souza.

Outro dia foi o embate entre Dagoberto e o jogador do Palmeiras.

Aconteceu também envolvendo Jorge Henrique, do Corinthians.

Agora está acontecendo entre as diretorias de Flamengo e Atlético Mineiro, equipes que se enfrentam domingo no Mineirão.

Pra que tudo isso?

Por que insuflar a massa?

Acirrar os animos, nos dias de hoje, é colocar vidas em perigo.

O esporte não é para as pessoas se agredirem, se desrespeitarem, cometerem desatinos.

Brincadeiras, pegadinhas leves, desafios técnicos, tudo faz parte da descontração do futebol.

Mas à partir do momento em que as desavenças são pesadas, corre-se o risco de tragédias, pois o futebol mexe com a emoção das pessoas.

É preciso alto senso de responsabilidade dos que fazem o futebol.
Treinadores, jogadores, dirigentes, jornalistas, TODOS enfim.

Vejam que neste momento a diretoria do Flamengo está pedindo proteção policial às autoridades mineiras para a delegação e torcida rubronegras.

Mas foi o presidente rubronegro que compareceu à CBF para "presenciar" o sorteio dos árbitros para a partida de domingo no Mineirão.
Rapidamente, o presidente do Atlético pegou um avião e também marcou presença na sede da entidade.

Nada disso era necessário.
Se o mandatário do Flamengo quis ser mais esperto que a esperteza, o dirigente mineiro quis demonstrar que não ficava atrás.

Pra que?

Uma esdrúxula queda de braço.

Isso agora cai na cabecinha de torcedores despreparados - e até de pessoas que se dizem cultas e civilizadas - como uma bomba.
E pronto. Belo Horizonte, domingo, poderá se transformar em uma praça de guerra.
Tomara que não, mas fico pessimista nessa hora, sabedor de como está o grau de violencia nas cidades brasileiras. SEM EXCEÇÃO.

O futebol deveria ser um bálsamo para as pessoas. Uma boa válvula de escape para as repressões do dia a dia. Um momento para esquecer as trapalhadas dos nossos políticos.

Um relaxamento natural do cidadão, que já está cansado de pagar tantos impostos no País, sem ver a devida e justa aplicação do seu dinheiro em saúde, educação e segurança.
É claro que os dirigentes de clubes, jogadores, treinadores e alguns jornalistas, fazem parte do universo social brasileiro. Não são exceções, nem excelencias em educação e polidez.

Mas é preciso um grande exercício de responsabilidade, de TODOS.

Quem tem uma certa ascendência social, precisa exercitar responsabilidade, equilibrio, sensatez.

Muito será cobrado a quem muito foi dado.

Essas reflexões soam como grito no deserto, sei disso, mas não dá para ficar calado vendo tudo o que acontece nos bastidores do futebol, que é um ESPORTE apenas.
Nada mais do que isso.

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