quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PRESSÃO NOS BASTIDORES

Leio que o Flamengo foi à CBF para acompanhar o sorteio da arbitragem para a partida de domingo contra o Atlético Mineiro.

Ao ficar sabendo disso, o presidente do Galo pegou um avião em BH e foi também à CBF.

Dirigente é para cuidar dos interesses do clube, é evidente, mas há casos onde se expõem ao ridículo, descem aos tempos do amadorismo.

O Flamengo diz que não foi pressionar ninguém. Mas o Galo desconfiou e marcou de perto os passos dos cartolas rubronegros.

E então eu pergunto: precisava isso?

Aliás, essa pressão dos cartolas das duas agremiações só serve para desestabilizar o emocional de Leonardo Gaciba, que foi o sorteado do jogo. De Gaciba e dos assistentes, evidentemente.

Por que não deixar as coisas acontecerem naturalmente, e depois reclamar, caso seja justo e necessário?

Aliás, a choradeira sobre arbitragem é moda no Brasil. Quem perde, sempre reclama.
Quem vence, ignora quem apitou. Nem toca no assunto.

Em resumo, é uma apelação que beira o ridículo.

Os perdedores apontam os erros dos juízes, mas não colocam na balança os próprios erros durante os 90 minutos.

Crucifica-se o juiz, e se esquece facilmente as falhas de todo o grupo.

Afinal, o árbitro também é humano, assim como jogadores e treinadores.

Flamengo e Atlético Mineiro é o grande jogo do fim de semana.
Mas os cartolas bem que podiam se comportar eticamente, desportivamente, adultamente.

Mas isso é sonho.

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