terça-feira, 27 de outubro de 2009

A MORTE DE SERGINHO

Está fazendo 5 anos daquela noite trágica no Morumbi, onde o zagueiro Serginho caiu perto da pequena área do gol da direita e perdeu a vida.

Naquele dia eu estava transmitindo um vôlei no ginásio do Pinheiros.

Meu amigo Deva Pascovicci narrava o jogo entre São Paulo e São Caetano pelo Sportv.

Acompanhei todo o drama que se desenvolveu após a queda de Serginho no gramado, através do rádio, quando rumava para Americana, a minha cidade.

O Brasil parou com a notícia da morte do jogador.

Especulações não faltaram.
Do tipo, Serginho tinha problemas cardíacos?
O médico do Azulão sabia?
O clube do ABC sabia?

Por que a ambulância demorou em atender o jogador?
E o desfibrilador?
Muita gente perguntando o que era isso: desfibrilador?

Quantos questionamentos.
A maioria deles, procedente.

Na verdade, foi um baque.
Comoção geral.
Tristeza no mundo do esporte.
Tristeza e perplexidade no futebol.

Haveria outros jogadores também em perigo de morte?

À partir da morte de Serginho muita coisa mudou nos estádios e nas presenças das ambulâncias dentro deles.

Ouvi outro dia do médico do Flamengo e da Seleção brasileira, doutor Runco, que depois da tragédia do Morumbi muita coisa mudou em relação ao tema.
Melhorou bastante.
Mas ele ainda teme por alguns clubes que não fazem os exames cardiológicos com o aprofundamento necessário.
Doutor Runco, por exemplo, acha uma temeridade atletas que têm problemas de coração continuarem atuando profissionalmente no Brasil.

Fui lembrado dos 5 anos da morte de Serginho pelo amigo Allan Simon, colaborador do blog.

Infelizmente, como todos sabem, não foi só no Brasil que esses fatos lamentáveis ocorreram.

E é triste dizer que outros casos poderão ocorrer, mesmo com o rigor que há nos testes físicos com os jogadores de hoje.
Há problemas de ordem cardiológica que os exames não acusam, lamentavelmente.

Fica a nossa lembrança triste de 5 anos atrás.
Uma noite de outubro no Morumbi.
Uma vida que se perdeu em plena atividade do seu trabalho.
Uma fatalidade, talvez.

Um comentário:

  1. Olá, Jota! Ótima e triste lembrança. É sempre oportuno levantarmos o assunto para evitar que outros casos aconteçam. Abraços, Mário Marra

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