sábado, 29 de agosto de 2009

MORRE DOALCEY DE CAMARGO

Morreu Doalcey Bueno de Camargo, um dos mais importantes nomes do rádio esportivo.

Nascido em Marilia, interior de São Paulo, Doalcey se consagrou no rádio carioca.

Voz bonita, vibrante, muito perspicaz, Doalcey ganhou enorme audiencia em todo o Brasil através dos prefixos importantes do rádio do Rio de Janeiro.

Ultimamente, ele não narrava mais, porém participava diariamente da programação da Rádio Tupi em comentários inteligentes e sempre respeitosos.

Doalcey tinha 79 anos de idade.

Nossa homenagem a esse grande nome da comunicação esportiva brasileira.

3 comentários:

  1. Jotinha, aqui no interior de S Paulo, acompanhava-mos em minha infancia, mais as rádios do RIO que pegavam melhor à noite, então lembro muito da vinhetinha : Dualcey Caaamargoooooo! quanta saudade.

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  2. A televisão destruiu tudo, o rádio esportivo, inclusive, por mais que queiram negar os nossos sonhadores colegas que ainda militam no meio. Hoje qualquer obscuro narrador de tv é mais conhecido e glorificado que o melhor narrador de rádio, espécime em extinção. Aliás, vivemos hoje a era dos gritadores esportivos o que me faz lembrar Doalcey que talvez tenha sido o grito mais marcante da história do rádio esportivo do Brasil. A diferença é que Doalcey só gritava na hora do gol e os gritadores de hoje berram o tempo todo e narram tiro de meta como se fosse um gol. Dói nos ouvidos ouvir uma narração de jogo, hoje, pelo rádio. Além de gritar o tempo todo, narrando um jogo que não existe, os caras narram futebol como se fosse corrida de cavalos. Diferente do velho Dodô, com quem tive o prazer de trabalhar por curto período, que tinha o dom de simplificar o jogo, falando pouco, moderadamente, em tom compreensivo e estritamente o necessário para explodir no gol mais marcante do rádio brasileiro em todos os tempos. Morre o último monstro-sagrado da locução esportiva brasileira como já se foram
    Edson Leite, Pedro Luís, Geraldo José de Almeida, Jorge Cury, Fiore Gigliotti, Oduvaldo Cozzi, Raul Longras, Mendes Ribeiro, Pedro Pereira, Jota Júnior (o goiano de Pires do Rio), Vilibaldo Alves, Ivan Lima, Raul Longras. Clóvis Filho, Jairo Anatólio Lima, Valdir Amaral, Osvaldo Moreira.
    Dos que sei que ainda não se foram, só se inserem nesta lista (em minha opinião) Osmar Santos, Joseval Peixoto, Enio Rodrigues, Flavio Araújo, Haroldo Fernandes, José Cabral e Luiz Mendes.
    Tirante outros bons locutores que não lembrei ou não conheci e muitos de boa categoria que existiram, e, ainda, outros, poucos, que estão em atividade, essa lista que forneci representa a nobreza, a aristocracia da classe dos locutores esportivos brasileiros em todos os tempos.
    Não vou abordar em meu blog, o OAV o passamento de Doalcey até porque só tomei conhecimento na noite deste sábado, mas faço uso de seu blog para reverenciar esse paulista de Itápolis, que iniciou a carreira em Marília e foi levado muito jovem ao Rio pelo irmão Volney Camargo, ex radialista, se transformando em um dos melhores e mais famosos narradores esportivos brasileiros em todos os tempos.
    Descanse em paz meu amigo e companheiro
    Doalcey Benedito Bueno de Camargo.

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  3. Ivair e Alcides, obrigado pelas participações nesta simples homenagem a Doalcey.
    abraço e bom domingo a vocês.
    jota

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