quinta-feira, 27 de agosto de 2009

""' BRASILIA FAZ ESCOLA ""

Brasília dá o mau exemplo e aqui em baixo as pessoas se sentem no direito de imitar os nossos homens públicos.

A defesa apresentada pela diretoria da Portuguesa sobre os lamentáveis incidentes no vestiário após a derrota para o Vila Nova, lembrou muito o Congresso e as CPIs que a gente acompanha.

Frases como "não é nada do que foi dito...", "o treinador exagerou...", "os seguranças PODERIAM estar armados, mas não ofereceram perigo...." e por ai vai."

É mais ou menos como naqueles casos onde há traição flagrante em relacionamentos amorosos e a célebre frase aparece: "não é nada do que você está pensando".

Tem outra também que é hilária: "Eu posso explicar!".

Tem acontecimentos que as explicações só reforçam o delito.

É o caso da Lusa, agora.

Ninguém pode permitir que pessoas invadam ambientes de trabalho e ameacem profissionais, seja no futebol ou fora dele.

E se essas pessoas forem da cúpula da agremiação ( diretor, conselheiro, sócio ou coisa que o valha ) fica mais flagrante a falha na segurança.

O clube tem de proteger seus contratados, em todos os sentidos.

Ameaças de ordem física ou moral precisam ser combatidas com severidade.

Renê Simões esteve corretíssimo em denunciar e imediatamente pedir demissão.

Edno está certo em afirmar que não pode mais ficar em um ambiente de terror, onde ele e sua família correm risco de morte.

Que as autoridades, na área do esporte e civil, ajam com punho forte nesse caso.
É preciso.

E no caso de punição à Portuguesa, o que deve acontecer, certamente teremos um mar de lágrimas da sua diretoria e a surrada afirmação de que a Lusa é perseguida e discriminada.

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