segunda-feira, 29 de junho de 2009

RONALDO QUER LIBERDADE

Ronaldo abre a boca e dispara contra um possível excesso de concentrações no futebol atual.

Do alto de sua posição adquirida, o Fenomeno tem tocado em assuntos delicados da estrutura futebolística nacional, como da organização nos estádios, invasões de campo e penetras nos vestiários. E outros ítens.

Agora, Ronaldo fala do "presídio" a que são submetidos os atletas brasileiros. Falou de maneira geral, mas certamente é o que está sentindo no Corinthians, seu clube atual.

Particularmente, é o que sempre achei.

Leigo que sou quanto à preparação de elencos, vejo que os jogadores passam a maior parte do tempo em hotéis, aviões, e muito pouco dispõem para curtir a família, os amigos, o lazer.

Muitos deles ganham salários altíssimos, alguém poderia argumentar, mas isto não anula a apreciação da questão sobre um possível "abuso" dos clubes em manter os atletas exageradamente em recesso nas concentrações, em prés e inter-temporadas.

Não é porque um cidadão é muito bem remunerado - extraordinariamente acima da média nacional - que tem de ser explorado pelo empregador e atingido no direito de convivio social e familiar.

Sem falar que as concentrações - sempre em hotéis de primeiríssimo nível - arrasam com o financeiro das agremiações. Há clubes que não têm mais crédito em várias redes hoteleiras do País.

No caso de Ronaldo é bom salientar que somente agora ele reclama das concentrações longas.

Talvez já esteja cansado da carreira. Entediado da rotina de jogador. Tudo isso.

Mas o que ele aborda neste momento não deixa de ser interessante e que deveria ser alvo de análise por parte dos dirigentes do futebol, treinadores e preparadores, evidentemente.

O assunto já está gerando polemica, mas precisa ser debatido com equilibrio e sensatez.

Nenhum ser humano, pobre ou rico, gosta de ser "prisioneiro" de esquemas, projetos e sistemas.

Às vezes a gente conversa com os parentes de jogadores, e há unanimidade de todos em reclamar da sua ausencia em casa e nos eventos sociais.

No fundo, são todos humanos.

Um comentário:

  1. JOTA

    Os altos salários justificam sim os sacrifícios a que são submetidos esses "profissionais super stars". Na verdade é o mais puro "preço da fama"...
    "Ossos do ofício"... outra máxima que caberia para a situação, mas, acima de tudo, estruturado ou não, o atleta sabe que esta será sua vida... assim será sua trajetória. Os que querem ser família, vão para a concentração, jogam sinuca, tomam até uma taça de vinho no jantar(na sexta, se o jogo for domingo), enfim, sabem se comportar. O que é "da fama" ou da "night"... quem segura? Será que na casa dele, ficaria com a família? Não sei.. veja, não me refiro ao Ronaldo em si(à quem tenho uma admiração toda especial, por tudo!), se o cara é "da pá virada" como diria minha avó Ercília, não adianta trancar no guarda roupas...
    Prá fechar, vejo a concentração como um "mal necessário"(festival de máximas...), tem que ter. É como a controversa pré-temporada... também defendo, embora tenha gente que veja como tour... é dinâmica de grupo, energia cultivada em torno de um objetivo, concordo plenamente, com a concentração e com a pré-temporada. Afinal, como é a sua vida de peregrino da informação? Todo mundo acha legal te ver na "telinha", mas, só vc sabe o sacrifício que é essa vida...

    Forte abraço.

    PAULOFILÉ

    ResponderExcluir