sexta-feira, 29 de maio de 2009

MORREU O GRANDE AMIGO

Perdi um grande e cordial amigo.

Morreu Adilson Couto, brilhante narrador do rádio brasileiro.

Conheci Adilson há mais de 30 anos nas viagens do futebol.

Além de um dos principais locutores do rádio, o ilustre pernambucano foi humilde em todos os momentos da sua vida.

Colega, solidário, prestativo, o querido irmão nos deixa aos 62 anos de vida física, com esposa e duas filhas.

Era o titular da Rádio Jornal do Recife há 17 anos.

Que ele empreenda a "grande viagem" com a consciência tranquila, posto que só fez o bem nessa sua passagem pelo Planeta.

E pelo seu puro coração, terá grande amparo dos amigos do Alto.

Cumpriu a sua missão na jornada o querido Adilson.

3 comentários:

  1. Jota, as narrações do "Grau 10 Internacional". como era conhecido, era precisa, em cima do lançe, com muita emoção com bordões tipo "o coração do torcedor alvirrubro/tricolor/rubro-negro tá fazendo tum-tum-tum de alegria", ou "tem gente mexendo no placar". A sua última narração foi no jogo NÁUTICO 2 x 0 Cruzeiro, com muita emoção nos dois gols. Ele vai narrar ao lado de Ivan Lima, Jayme Cysneiros outros grandes narradores pernambucanos que estão narrando direto do céu. Vá em paz!

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  2. Alcides Drummond30 de maio de 2009 19:52

    Certa feita quando eu era mais jovem aprovaram uma lei que concedia aos jornalistas a possibilidade de aposentar-se após 25 anos de serviço, a exempolo do que ocorre hoje com os professores. À época eu falei com os meus botões: Que moleza! Que injustiça para com os coitados que quebram pedras, carregam rebôco, coletam o lixo ou têm ocupações humlíssimas neste mundo de meu Deus! O tempo encarregou-se de desmentir os meus pensamentos que, graças a Deus, não expus a ninguém.Ficaram apenas comigo. Vejo, hoje, consternado que a profissão é mesmo estressante e a imensa maioria dos narradores morre do coração na faixa dos 60 anos, muito aquém dos 73 que perfazem a expectativa de vida no Brasil de acordo com a OMS. Aí vem um tal FHC como um vendaval, subtraindo de todos nos a prerrogativa da aposentadoria antecipada sob a falsa alegação de que a previdência estaria em fase pré-falimentar. Parece que o Sr. FHC conseguiu, efetivamente, o que mais desejava: aposentar defuntos. Duvido que o meu amigo Adilson Couto tenha conseguido se aposentar, apesar de seus quase 40 anos de militância na profissão. Deixo claro que não sou filiado a nenhum partido, nem voto mais há quase 20 anos, em razão de decepções contumázes com os homens públicos. Todos têm múltiplos projetos e promessas antes das eleições, ao postularem os cargos. Nenhum deles, porém, cumpre as promessas, quanto mais empreendem qualquer projeto. Há algum tempo eu dizia que havia raras e honrosas exceções entre os políticos.Hoje digo que só existe a regra geral e péssimos exemplos. Bem que os antigos diziam que o político correto nasceu morto. Pode ser até que exista alguém na política com esse perfil, mas eu desconheço. Só sei dizer que quando eles entram nos cargos ficam, em conluio, bolando formas de nos lesar e espoliar através da criação dos mais diferentes impostos. Jota, eu quero fazer uma aposta com você, embora considere que você não vai topar. Antes de morrermos, você eu e muitos de nossa geração, certamente será criado o imposto pelos litros de ar respirado mensalmente. Como dizia Raul Seixas, neste país grande e bobo (sic) "tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra morrer". Dura verita, sed verita É dura verdade, mas é verdade). Nosso comum-amigo Adilson, que trabalhou com Barbosa Filho na nova Rádio Tupi de São Paulo, vai se juntar ao Barbosa, maranhense que fez a vida profissional em Recife antes de vir para São Paulo, a figura mais simpática da história da crônica esportiva brasileira. Aos nomes dos cronistas pernambucanos citados pelo Anônimo, eu acrescento João Batista, o Diamante Negro, com passagem marcante pela Rádio Gazeta sp, amicíssimo meu, e Antonio Maria, compositor extraordinário da era de ouro da música popular brasileira.
    Descanse em paz, amigo Adilson, vozeirão e amigão como poucos em um meio de tanta competividade. brigas, mentiras, vaidades e hipocrisias. Você saiu dessa, gordo! Descanse em paz!
    Jota, continue postando em meu blog e seja convicto de que eu o considero reserva moral da crônica esportiva do Brasil.
    Um grande abraço do Alcides!

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  3. Pois é, Alcides.

    Vc citou João Batista, com quem conviví na equipe da rádio Gazeta, tão logo cheguei a São Paulo em 1976.
    Infelizmente, também o JB nos deixou muito cedo.

    Continuarei postando em seu blog, Alcides, sempre que for oportuno. Com certeza.

    Obrigado pela consideração.

    Ótima semana pra vc!!!

    jota

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