sexta-feira, 24 de abril de 2009

BA-VI NA DECISÃO

Depois de três temporadas o torcedor baiano terá o seu BA-VI na decisão do titulo estadual.

Isso mesmo. Fazia três anos que o BAVI não decidia o campeonato.

A galera do Tricolor sofre um pouco mais, já que o time não é campeão desde 2001. É muito tempo para um clube da força histórica do Bahia.

Depois do baque de ter perdido a Fonte Nova para mandar seus jogos, o Bahia agora tem o novo estádio de Pituaçu para abrigar a sua grande massa.

Domingo começa a grande final, portanto, na Boa Terra.

É todo o Estado baiano se emocionando com o especial evento.

Acompanharemos à distancia.

5 comentários:

  1. Eu conheço muito bem o BaVi. É um dos maiores clássicos do futebol brasileiro em rivalidade, em público e em arrecadação. Assisti a muitos BA-VIS, em um tempo no qual o Vitória não tinha torcida suficiente para lotar tres gomos de arquibancada na Fonte Nova.
    Pude admirar jogadores extraordinários de lado a lado, como Roberto Rebouças, o maior quarto zagueiro que vi jogar, Baiaco, Fito, Eliseu, Douglas, Picolé, Osni, André Catimba, Mário Sérgio, quando este ainda era um ponta esquerda ofensivo e emérito driblador, que parecia passar por dentro dos adversários como se fosse um raio x. Mais do que isso, vi em ação o maior fenômeno de longevidade em times de primeiro escalão do futebol brasileiro, Nelinho, um zagueiro que atuou com desenvoltura e preparo físico, quase até os 50 anos de idade. Nessa época o esquadrão de aço, como era conhecido o EC Bahia era o dono absoluto do futebol bahiano. O Vitória, o Galícia, ou o Fluminense de Feira beliscavam, vez por outra, mas o Bahia vencia a maior parte de jogos e campeonatos.
    Eu julgava impossível, pela magnitude do futebol bahiano, a maior média de público do Brasil, ser desqualificado para as divisões menores.
    Porém isso aconteceu, de forma abrupta e inesperada. Mais do que isso, Bahia e Vitória encontraram-se na segunda divisão e em seguida, na terceira divisão do futebol brasileiro. Foram necessários tres anos para o reerguimento do parcial do futebol bahiano. Apesar da grandeza imensurável das duas tradicionais agremiações, apenas o Vitória voltou ao topo. O Bahia, há dois anos, chega perto mas não consegue retornar à primeira divisão. Imerso em uma crise sem precedentes em sua história, o esquadrão de aço, mais do que isso, luta pela sobrevivência. Nas décadas de 60 e 70, o tricolor da boa terra tinha 80% da preferência do torcedor bahiano. Hoje ostenta um percentual de 10 a 20% a mais do que o Vitória, cujo crescimento no contexto do futebol brasileiro é apenas inferior ao do Cruzeiro EC.
    Em resumo, fico muito feliz com a reedição de mais um BAVI. Embora já não conheça mais os elencos e os protagonistas, conheço as torcidas. Elas vão, seguramente, incendiar o jogo deste final de semana. Que essa chama invisível de amor e de paixão do torcedor bahiano possa iluminar o caminho dessas imensas forças do futebol brasileiro e que o futebol da "boa terra" possa retornar ao panteão glorioso do futebol brasileiro, de onde jamais deveria ter saído.

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  2. Jota
    Quando ouço falar em BA-VI, Fla-Flu e outros clássicos de outros estados a imagem que tenho é de festa, é verdade que nestes outros estados também problemas, mas passa a impressão que diferentemente do que ocorre aqui em São Paulo em primeiro lugar esta a festa e a magia do futebol. Já em São Paulo o que se vê antes dos clássicos são discussões por espaço das torcidas nos estádios, veto a árbitros, aumento de preço dos ingressos e outros temas que deixam o clima pesado, não parece festa e sim um festival de declarações mau humoradas de dirigentes, jornalistas e até torcedores. Se por um lado nos paulistas temos que nos orgulhar de possuirmos um futebol mais organizado e clubes mais estruturados por outro lado deveríamos aprender com os outros estados a sermos mais festivos e menos rabugentos. Você que viaja pelo Brasil concorda ou discorda da minha opinião?

    Um abraço
    Roberto Carlos

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  3. Concordo totalmente, Roberto.
    É isso mesmo. Somos demasiadamente rabujentos, intolerantes, desconfiados de tudo.
    Lá a festa vem em primeiro lugar, e quando ocorrem incidentes ficam por conta da paixão, sangue quente e outros ingredientes sociais.
    Futebol no Nordeste é 90% festa, e os dez restantes por conta do desequilibrio natural dos seres humanos em momentos de euforia.
    abraço.

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  4. Alcides, belo relato sobre esse tradicionalíssimo clássico do futebol brasileiro.
    É a história do nosso futebol.
    Parabéns.

    abraço e bom fim de semana !!!!

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  5. AHA! UHU! O PINICÃO É NOSSO!

    Vitória 2 x 1 Itinga - 26.04.09

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