terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

VITÓRIA DA INSPIRAÇÃO E DO TALENTO

Belíssima vitória do Brasil sobre a campeã do mundo.

Futebol é técnica, tática, a parte física, organização, treinamento e tudo mais. Mas é também "inspiração". E o time brasileiro entrou profundamente inspirado em campo.

Desde o primeiro minuto se verificou que o Brasil estava encaixado no jogo. Toques de primeira, deslocamentos perfeitos, mais a categoria dos nossos jogadores, deu no que deu.

Nossa seleção foi técnica e inteligência, a Itália foi força apenas.

Amistosos desse naipe valem a pena assistir. E este de Londres valeu muito a pena.

Por essas e outras é que muitas vezes fico me perguntando se realmente é preciso muito treinamento para um time jogar bem. É evidente que me refiro a um grupo de otima categoria técnica, onde também o talento resolve a falta de entendimento nas posições.

A seleção já treinou com intensidade algumas vezes e não praticou o futebol de hoje frente à Itália. Concluo que a inspiração joga muito, mas evidentemente não joga sozinha. Quando há o casamento do apuro técnico e desse estado d'alma, dá no que vimos hoje naquele perfeito gramado londrino.



3 comentários:

  1. Jota jr.

    Permita-me utilizar mais uma palavra além daquelas que você citou no seu primeiro parágrafo, que é "vontade",foi que isso que mostrou o Robinho, quando acreditou que poderia roubar aquela bola da zaga italiana, e foi isso que fez. E a defesa do Julio Cesar quase no final do jogo, de puro reflexo, e sem estar acomodado com a vitória de 2x0, ele pulou com vontade para defender a bola. Parecia que a dedicação de todos foi maior do que a mostrada em outros jogos, é claro que falhas existiram no jogo, mas foi muito bom ver o Brasil jogar desta forma, pois, com os talentos que temos nunca será fácil derrotar nossa seleção.

    Um cordial abraço.

    José Santinato

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  2. Salve, Jota,

    concordo que foi muito bom ter vencido a Itália, mas duas ressalvas creio ser pertinentes: 1) o Brasil mostra essa inspiração e motivação contra as seleções grandes, mas isso não ocorre contra as pequenas (como disse um leitor meu: seria igual contra a Suíça? Difícil crer); e 2) achei que o Dunga demorou a mexer na etapa final, já que a Itália melhorou quando trocou quatro lá na frente e ficamos sem ter uma só chance de gol. Trocar só aos 25 minutos não me agradou.

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  3. Santinato e Edu, valeu amigos.
    Rica colaboração aqui neste espaço.
    Voltem sempre.
    abraço!!!

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