terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

FAZ CINCO ANOS

Quando chega fevereiro bate a saudade de um grande amigo.

Ele já deixou o nosso plano e deixou uma enorme página de ótimos serviços à comunicação. Fez no rádio e na televisão um trabalho sério, honesto, competente, de altíssimo gabarito profissional. Foi também um chefe de família exemplar.

Está fazendo 5 anos da morte física de Marco Antonio Mattos, que brilhou no rádio e depois na televisão.

À partir dos anos 60 Marco empunhou os microfones de importantes emissoras da capital paulista, como Nacional(hoje Globo), Piratininga, Gazeta e Capital.

Nos anos 80 foi convidado por Luciano do Valle para integrar a equipe do "Show do Esporte", onde continuou a emprestar todo o seu talento de grande comunicador.

Estive com Marco em grandes eventos no exterior. Foi em 86 na Copa do Mundo no México (dividimos o mesmo apartamento), 90 na Itália, 94 nos Estados Unidos, 96 nas Olimpíadas de Atlanta e 1998 na França.

Marco era calmo, tranquilo, totalmente do bem. Muito ético, introvertido até. Foi muito querido e respeitado por todos.

Tornou-se a famosa "voz do vôlei" quando passou a acompanhar a seleção brasileira em viagens pela Liga Mundial. Criou frases, jargões, apelidou vários atletas, acendeu as transmissões do vôlei. Caiu totalmente no gosto da galera.
Mereceu até uma matéria muito bonita na revista VEJA nos anos 80.

Mas quiseram os deuses que num fevereiro de 2004 o nosso querido Marcão sofresse uma acidente em estrada que ligava Barretos ( a sua Barretos ) a Ribeirão Preto, que lhe foi fatal.

Marcão havia feito uma "meia" transmissão pela Rede Vida em Barretos, exatamente a sua terra natal, pois choveu muito e não houve futebol.

Era um domingo.

Visitou parentes e familiares na cidade e foi dirigindo para Ribeirão Preto, onde chegaria em uma hora aproximadamente.
No caminho houve um choque com outro veículo em meio a chuva que caía.
Ninguém sobreviveu.
E perdemos o talento e o ótimo caráter de Marco Antonio Mattos.

Saudade do amigo querido e a certeza de que ele já se recuperou do desligamento, partindo agora para novos desafios, novas jornadas de trabalho.

Ninguém descansa após a morte física. Nossa essência não é física, não é da matéria. A composição da nossa essência inteligente é de componentes que a ciência terrena ainda desconhece, ou faz de conta que desconhece.
Daí a imortalidade da alma.

Marcão vive e isto nos conforta.
Boas tarefas ao amigo!













6 comentários:

  1. Foi sem dúvida o grande narrador e porta voz do volei que ganhou o seu primeiro ouro em Barcelona e para as gerações que hoje fazem o voleibol brasileiro, um dos grandes responsáveis pelo estágio atual do volei, quem não se lembra das suas expressões, Afunda, afunda, Gilsão mão de Pilão, O que é é entre outras, outro injustiçado na Bandeirantes quando da sua saída.

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  2. Caro jota Jr. também gostava muito das transmissões de volei do Marco Antonio...afunda, afunda..., mas o que importa é que além das gravações das transmissões do Marco antonio,ele também está gravado na memória e nos corações de quem gosta(va) dele.

    José Santinato.

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  3. Tá lá dentro! Afunda, afunda, afunda! Medalhaça do Brasil! Que hora, hein? Ele já está com a gravata vermelha! Giiiiiigioooooooo! Ana Beatriz Mozer! E vai por aí.....a saudade também é nossa...

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  4. Esse faz falta até hoje, e como! Grande narrador, voz bonita e marcante, emoção no tom certo. E ainda emprestava seu talento nesta época às divisões inferiores do futebol paulista à Rede Vida, da qual era a voz-padrão nas chamadas. Aquele domingo eu fiquei bem aborrecido quando soube de sua morte, pois também o curtia muito na época da Bandeirantes. Ao menos ficaram os registros. Tem dois no YouTube que vale a pena conferir: uma narração reconstituída da final da Copa de 70, exibida antes do Mundial de 94, com ele tendo a companhia do Rivellino; e um compacto (dois tempos) de Bragantino x Bahia, ao lado de Mário Sérgio e Tatá Muniz, pelas fases finais do Brasileiro de 1991 - aquele onde tu, Jota, não narrou a decisão, mas narrou o gol do título (pois na final foi o Sílvio Luiz, mas o gol do Mário Tilico que deu o tri ao São Paulo você narrou no primeiro jogo decisivo).

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  5. Lembro-me do "WOW! Ana Mozer..." Saudades eternas de Marco Volêi Antônio...

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  6. Amigos, parabéns pelas homenagens. Marcão merece tudo isso e muito mais. Quem conviveu com ele sabe do seu valor, caráter e companheirismo.
    Valeu, pessoal.
    abraço

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